segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Hoje, 75 dias de Greve.


Artigo escrito por um apoiador e colaborador da Greve

Vivemos um processo bonito, corajoso, e ascendente de unidade - não apenas como um velho chavão.

Tem se materializado, dia a dia, iniciativas e ações concretas conjuntas, de mobilização de parceiros, entidades, e lideranças; de recursos financeiros; no pensar a estratégia para derrotar o governo do estado; de compreensão das tarefas para além do curto prazo; de solidariedade de classe.

A vitória dos professores, será a materialização, a vitória, nossa.

O momento é também de uma melhor situação na conjuntura que a 15 dias atrás (temos mais força, estamos melhor articulados e temos mais relação de confiança estabelecida entre os principais atores desse processo (entidades e pessoas/lideranças).

Por outro lado, o momento é de acirramento da luta, do conflito, do enfrentamento. A Assembléia do último dia 16, dos professores, não ter recuado, emputeceu nossos inimigos, que creditam tal atitude ao fato de termos tirado o sindute do isolamento, e mobilizado muita força social para essa luta.

Essa semana é portanto momento decisivo. Compartilho algumas iniciativas no campo da estratégia para que contribuam na direção do processo.

Queremos um crescente de ações que demonstrem nossa disposição de luta e firmeza para levarmos essa vitória até o fim.

Nossa jornada se iniciou hoje, com a ocupação do Incra MG e a abertura da Jornada a noite. Será um momento que buscaremos colocar os principais dirigentes sindicais na mesa, promotores solidários, parlamentares, padres/bispo, artistas e personalidades que possam nesse momento manifestar solidariedade e o desejo de que o governo ceda nas reivindicações... Piso Salarial Já!, afinal o impacto na folha líquida de pagamento são ridículos 3,44%.

Na terça. Teremos uma atividade pela manhã. E também uma coletiva de imprensa com diversidade de representação... com mesmo intuito da mesa de abertura da jornada na segunda a noite.

Na quarta será um grande dia. Aula pública na praça sete com 700 pessoas. Unidade de diversos sindicatos à tarde, com Assembléia de 7 mil dos professores.


Fiquemos atentos. A conjuntura nos coloca a faca e o queijo na mão, e além de uma série de ferramentas que nos permite aproveitar bem o momento. 

Por hora... é darmos o fôlego necessário nesse momento de bom combate.

Pátria Livre! Venceremos!

sábado, 20 de agosto de 2011

Governo Anastasia descumpre a lei do piso dos professores e pode levar alunos da rede estadual a perder ano letivo em 2011


Artigo escrito por Portal Minas Livre

Os trabalhadores da educação publica estadual de Minas Gerais estão em greve há mais de 50 dias, e na quarta-feira (03) decidiram, em assembleia, manter a paralisação. Significa dizer que os alunos da Rede Estadual de Ensino, correm o risco de perder o ano letivo, caso o governo do Estado continue insistindo em descumprir a lei nacional do piso salarial dos professores.

O Sind-UTE e os trabalhadores na educação em Minas Gerais estão lutando há décadas, buscando negociar alternativas com o governo do Estado para elevar a qualidade da educação.

Greves, manifestações na Cidade Administrativa, passeatas e uma série de ações já foram tentadas. Tanto o governo tucano atual quanto os anteriores, Aécio Neves inclusive, colocaram a solução dos problemas da educação em Minas Gerais numa longa fila.

Após décadas de espera, entra governo, sai governo e os professores e a sociedade, continuamos esperando uma solução.

Tal como os trabalhadores da educação, entendemos que não dá mais para esperar. Precisamos fazer as coisas acontecerem. Melhorar a qualidade da educação pública em Minas Gerais é uma responsabilidade da sociedade como um todo. Não podemos deixar esta responsabilidade apenas para os professores.

Entendemos que nós, dos movimentos social e sindical devemos nos unir ao Sind-UTE e aos trabalhadores da educação para pressionar o Estado a cumprir a lei do piso e mais do que isto, precisamos arrancar definitivamente um tratamento prioritário na busca da melhoria da qualidade da educação em Minas Gerais.

Perder o ano letivo pode ser um remédio amargo para os alunos e suas famílias, mas seguramente, a péssima qualidade da educação oferecida pelo Estado de Minas Gerais é muito mais danosa, prejudicial e excludente, pois ela é permanente.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Jornada de Lutas em BH. Quais serão as atividades?


Os movimentos estudantis, religiosos, populares e sindicais se unem em Minas Gerais no apoio à greve dos professores do Estado e realizam, desde a última quinta-feira (18), uma Jornada de Lutas pela Educação neste mês de agosto, com atos públicos, paralisações, acampamentos, intervenções, ocupações, doação de sangue e panfletagens. O principal evento acontecerá na próxima quarta-feira (24 de agosto), Dia de Luta em Defesa da Educação, em que todos os movimentos participarão de uma série de atividades que culminarão com uma grande manifestação, durante a assembleia estadual dos trabalhadores em educação, com concentração a partir das 14 horas no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A Jornada de Lutas, que une entidades representativas dos trabalhadores dos centros urbanos e rurais, como as centrais sindicais, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e vários sindicatos, nasceu da construção de uma rede de solidariedade com os educadores de Minas Gerais. A categoria luta pelo piso nacional de R$ 1.597, que o governo do Estado se recusa a pagar, ao mesmo tempo em que admite que, caso atendesse a reivindicação, o impacto seria de apenas 3,44% nas despesas com pessoal.

Na segunda-feira (22), o MST, o MAB e a Via Campesina, juntamente com os professores, montarão um acampamento, ocupando uma área do Centro de Belo Horizonte no início da manhã. Durante todo o dia e na terça-feira (23), os acampados vão percorrer as ruas da capital mineira com faixas, bandeiras e distribuição panfletos com o objetivo de dialogar com a população. Também acontecerão, no acampamento, debates sobre a conjuntura brasileira e a educação em Minas Gerais.

Na manhã de quarta-feira (24), está programada uma aula itinerante pelas ruas de Belo Horizonte para o trabalho de conscientização da população para a luta por uma educação pública de qualidade e pela valorização dos profissionais do ensino. Durante todo dia, sindicalistas e militantes do movimento estudantis estarão envolvidos numa campanha de doação de sangue para o Hemominas.


Intransigente e truculento, o governo cortou os dias de paralisação. Milhares de profissionais do ensino estão sem receber os salários há quase 60 dias e passam por dificuldades. Por isso, além das manifestações de apoio, os movimentos sindical e social pedem doação em dinheiro para um fundo de greve, que pode ser feita por intermédio da conta na Caixa Econômica Federal: AG: 0086 – Operação: 03 – Conta: 1137-5.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Primeiro dia de mobilizações pela Educação mostra força da Jornada


Movimentos sociais e sindicatos realizam a Jornada de lutas em apoio ao Sind-UTE/MG, com início hoje. Fortalecer a batalha em busca de dias melhores para os trabalhadores e trabalhadoras em Educação, em greve há 70 dias, foi o tema de ato público, que começou às 12 horas, na na Praça Sete, na Região Central de Belo Horizonte.

Participaram do ato o CSP Conlutas MG, Sindicato Nacional dos Professores Docentes Universitários (ANDES-SN), Movimento Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTSTC), Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede) e Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FSDTM),  dentre outras entidades estudantis e de trabalhadores e trabalhadoras.

Os manifestantes promoveram panfletagem e falaram palavras de ordem. Com faixas, carro de som e imensos cartazes com reproduções dos contracheques dos trabalhadores em educação de Minas Gerais, militantes e sindicalistas dialogaram com a população que transitou pelo local, mostrando que o governo do Estado não o Piso Federal de R$ 1.597.

Os professores municipais de Belo Horizonte fizeram assembleia em frente à prefeitura antes de se integrarem ao ato na Praça Sete. De acordo com Vanessa Portugal, da direção do Sindi-Rede, os educadores da PBH aprovaram o desconto de R$ 2 no pagamento de cada associado para o fundo de greve do Sind-UTE/MG. “Foi a forma que encontramos para ajudar  o movimentos dos educadores do Estado”, disse Vanessa Portugal. O Sind-Rede tem cerca de 4 mil filiados.    

Hoje também,  os profissionais da educação participam do Fórum Técnico de Segurança nas Escolas, que acontecerá em Varginha, no Teatro Capitólio, das 7h30 às 18 horas.


Intransigente e truculento, o governo cortou os dias de paralisação. Milhares de profissionais do ensino estão sem receber os salários há quase 60 dias e passam por dificuldades. Por isso, além das manifestações de apoio, os movimentos sindical e social pedem doação em dinheiro para um fundo de greve, que pode ser feita por intermédio da conta na Caixa Econômica Federal: AG: 0086 – Operação: 03 – Conta: 1137-5.


Fonte: Portal Minas Livre

Mais de 40 entidades discutem apoio e rumos da luta



Em reunião realizada na noite de ontem, quarta-feira (17), no Sindieletro-MG, representantes de mais de 40 entidades dos movimentos social e sindical definiram outras ações da Jornada de Lutas em apoio ao movimento dos trabalhadores em educação de Minas Gerais. 
A jornada continua na próxima segunda-feira (22), com acampamento do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do MST e da Via Campesina, e tem como maior acontecimento o Dia em Defesa da Educação, na próxima quarta-feira (24).
O Dia 24 terá manifestações a partir das 7 horas, com paralisações, panfletagens e atos públicos.  Às 14 horas, os movimentos sociais e os sindicatos se unirão aos trabalhadores em educação, que farão assembleia no pátio da ALMG. 
Na reunião de quarta-feira, foram constituídas comissões para construção do Dia 24 e para arrecadar recursos para o fundo de greve do Sind-UTE/MG. Os recursos serão provenientes de doações de sindicatos, vendas de canetas, camisetas, bolsas etc.


Intransigente e truculento, o governo cortou os dias de paralisação. Milhares de profissionais do ensino estão sem receber os salários há quase 60 dias e passam por dificuldades. Por isso, além das manifestações de apoio, os movimentos sindical e social pedem doação em dinheiro para um fundo de greve, que pode ser feita por intermédio da conta na Caixa Econômica Federal: AG: 0086 – Operação: 03 – Conta: 1137-5.
Fonte: Portal Minas Livre

A realidade do Ensino Médio em Minas Gerais

Os trabalhadores em educação e o Sind-UTE/MG fazem uma denúncia: os problemas da rede estadual de Minas Gerais vão além dos baixos salários enfrentados pelos profissionais da educação. Uma breve análise do Censo Escolar revela uma situação pouco discutida, mas preocupante. Está em curso uma política de diminuição sistemática do funcionamento das escolas estaduais. 

Analisando o período de 2005 a 2011, o Censo Escolar aponta um decréscimo do número de escolas estaduais em atividade de 4%.

Além disso, se todos os adolescentes mineiros quisessem estudar no ensino médio ofertado pela rede estadual não haveria vagas. Neste momento, há um déficit de 884.470 mil vagas.

A matriz curricular determinada pelo Estado impõe que o aluno tenha que optar a partir do 2º ano por estudar apenas 8 disciplinas em detrimento das 12 disciplinas, privilegiando uma área do conhecimento em detrimento da outra. Além disso, existem pessoas sem formação atuando como professores no ensino médio.

Ocorrem fusões de turma e não é autorizada a contratação de professores, sendo que os professores que compõe a equipe são obrigados a assumir disciplinas sem ter a formação específica.  Como não bastasse, faltam professores de matemática, física e química na rede estadual.

Quando o professor adoece e sai de licença médica, a maioria das vezes ele não é substituído. “Queremos o Governador preocupado com o Enen e com o Ensino Médio durante todo o ano letivo e não apenas durante a nossa greve”, afirma a direção do Sind-UTE/MG.

Fonte: Sindi-UTE MG

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Deputados pedem ao governo do Estado que negocie com professores em greve

Os deputados petistas da oposição ao governo de Minas, Rogério Correia e Paulo Lamac, juntamente com os da situação, Sebastião Costa (PPS) e Bosco (PT do B) se reuniram com a Secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola, nesta quarta-feira (17), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. A comissão de deputados pediu a flexibilidade do governo para a abertura de uma negociação definitiva com os professores, em greve há mais de dois meses.

Se a greve terminasse nesta quarta, a reposição dos 40 dias letivos só seria concluída na metade do mês de janeiro. “Estamos disponíveis para conversar com o governador; é preciso que o governo pondere a sua decisão, pois os professores já demonstraram flexibilização para negociar”, disse Rogério Correia. 

Nesta quinta-feira (18), às 19h, no Ministério Público Estadual, está marcada uma reunião dos parlamentares da oposição com o Procurador-Geral de Justiça, Dr. Alceu Marques, com a finalidade de buscar apoio para o fim do impasse da greve.

Fonte: O Tempo Online através do Portal Minas Livre